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Pescoço travado e dolorido? Veja causas e melhores formas de tratar o torcicolo

Pescoço travado e dolorido? Veja causas e melhores formas de tratar o torcicolo

Problema é uma reação exagerada do corpo à algum evento, como um movimento brusco, ou permanecer dormindo muito tempo em uma posição inadequada, explica fisioterapeuta

 
Pescoço travado e dolorido? Veja causas e melhores formas de tratar o torcicolo 

Por Raquel Castanharo, Jundiaí, SP

 

 

Acordar com o pescoço travado e dolorido, sem conseguir movimentar a cabeça completamente para um dos lados. É um problema que, infelizmente, quase todos nós experimentamos: o torcicolo. Nessa condição, há um espasmo nos músculos do pescoço e ombro. Ou seja, esses músculos ficam mais contraídos do que deveriam, o que gera dor quando os contraímos ou alongamos.

O torcicolo é uma reação exagerada do corpo à algum evento, como um movimento brusco, ou permanecer dormindo muito por tempo em uma posição inadequada. Os músculos se contraem de uma forma intensa, como um mecanismo de proteção, e podem demorar até alguns dias para retornarem ao seu estado original.

O tratamento imediato para o torcicolo envolve medidas de relaxamento muscular, como uma massagem leve, bolsa de água quente, acupuntura, movimentos e alongamentos suaves dos músculos envolvidos e contração isométrica leve para estabilização articular.

 

Massagens e alongamentos bruscos podem piorar o torcicolo em vez de ajudar, pois o corpo entende essas intervenções como uma agressão e acaba intensificando a reação de proteção. Por isso, paciência também faz parte do tratamento desse problema, entendendo que é normal o corpo precisar de algum tempo para se recuperar totalmente.

 

Algumas pessoas têm episódios recorrentes de torcicolo, o que pode ser causado por uma instabilidade articular, fazendo com que os músculos tenham que entrar nessa reação de proteção exagerada com frequência. O tratamento nesse caso envolve medidas de longo prazo para deixar o segmento mais estável.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 
Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br (Foto: EuAtleta)

Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br (Foto: EuAtleta)

Nutricionista destaca 10 hábitos que ajudam na luta contra o sobrepeso

Nutricionista destaca 10 hábitos que ajudam na luta contra o sobrepeso

Comer em porções menores, gastar mais energia, fazer exercício regularmente, aumentar a variedade dos alimentos, entre outras medidas, são fundamentais para manutenção do peso e da saúde

 
Nutricionista destaca 10 hábitos que ajudam na luta contra o sobrepeso

Por Cristiane Perroni, Rio de Janeiro

 

 

Fome física é a necessidade do ser humano em equilibrar o balanço energético (ingestão alimentar x gasto energético) para satisfazer as necessidades fisiológicas do corpo, nivelar a energia e mantê-lo em bom funcionamento. Já a fome emocional ocorre mesmo que estejamos alimentados, com o gasto energético e à ingestão alimentar equilibrados. Possui relação com prazer, desprazer, recompensa, satisfação, insatisfação, estresse e ansiedade. O comportamento alimentar está relacionado com inúmeros fatores como cultura, religião, disponibilidade de alimentos, simbolismos, aspectos econômicos, entre outros.

Não somos apenas o que comemos! Aquela velha frase "você é o que você come" é muito simplista e equivocada. Somos o que comemos, com quem comemos, onde comemos, o que sentimos, pensamos e acreditamos.

Nossa alimentação diz muito sobre quem somos. Um exemplo da importância e consequência do comportamento alimentar é a grande diferença entre os índices de excesso de peso e obesidade na população francesa quando comparada a americana com alarmante epidemia da obesidade.

 
 

Na França, os menores índices ocorrem pelo diferente estilo de vida, alguns exemplos:

  

  • Nos restaurantes as porções dos alimentos são menores;
  • Embalagens de alimentos nos mercados são em menor tamanho (ex: iogurtes menores);
  • Alimentação é um ato social, estar com pessoas;
  • Evitam comer sozinho, andando ou dentro dos carros;
  • Evitam petiscos ou snacks
  • Não “estocam” grande quantidade de comida em casa, não desperdiçam
  • São mais ativos

 

É preciso controlar o nosso ambiente (casa, trabalho, saída com amigos) e estar atento a alguns hábitos de vida. Deu aquela fome, reflita: é fome ou desejo?

 

  1. Gaste mais energia. Estamos facilitando a vida com toda tecnologia e modernidade (computador, controle remoto, escada rolante, elevador...). Devemos ficar mais ativos, menos sedentários.
  2. Pratique exercício físico regularmente, algo que te dê prazer e que seja duradouro. Motive-se, crie metas reais e não perca o foco.
  3. Reduza o tamanho das porções (prato, embalagem de produtos...).
  4. Evite refeições em “buffet” (paga e come a vontade). Porções limitadas sempre são melhores
  5. Esteja atento aos impulsos para comer: ansiedade, estresse, recompensa (eu mereço), disponibilidade de alimentos.
  6. Em saída com amigos “gaste tempo” olhando o cardápio para fazer escolhas adequadas.
  7. Aumente a variedade dos alimentos. Coma mais frutas, verduras e legumes.
  8. Sempre que possível dê preferência a alimentos orgânicos, estamos consumindo muito veneno nos alimentos que podem comprometer a nossa saúde.
  9. Ao ler rótulos de alimentos dê importância aos ingredientes, com aquilo que eles contém. Quanto menos ingredientes, mais simples e natural é o alimento.
  10. Multiplique boas atitudes à sua volta, na sua casa e no seu local de trabalho: estimule um amigo a ter escolhas melhores em restaurantes, levar comida de casa, praticar exercício físico (leve a sua academia, assessoria esportiva...), “sair da zona de conforto ou de desconforto”.

 

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 
Nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em obesidade e emagrecimento. Tem especialização em nutrição clínica pela UFF, especialização em nutrição esportiva pela Universidade Estácio de Sá e trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição (Foto: EuAtleta)

Nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em obesidade e emagrecimento. Tem especialização em nutrição clínica pela UFF, especialização em nutrição esportiva pela Universidade Estácio de Sá e trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição (Foto: EuAtleta)

Box, WOD, LPO, Kettlebell... Entenda definições e siglas do universo crossfit

Box, WOD, LPO, Kettlebell... Entenda definições e siglas do universo crossfit

No embalo do CrossFit Games 2017, que acontece neste fim de semana, nos Estados Unidos, o coach Márcio Mutuca abre o dicionário e destaca os termos usados pelos atletas nos treinos e torneios

 
Box, WOD, LPO, Kettlebell... Entenda definições e siglas do universo crossfit

Por Eu Atleta, Rio de Janeiro

 

 

Modalidade que ganha cada vez mais adeptos e terá sua principal competição neste final de semana, o crossfit possui definições, siglas e nomes incomuns para quem não é praticante. É uma espécie de linguagem própria dessa tribo. No embalo do CrossFit Games 2017, que acontece de 3 a 6 de agosto, nos Estados Unidos, o coach Márcio Mutuca, especialista do Eu Atleta, destacou dez palavras, termos e exercícios que fazem parte do universo dos atletas durante os treinamentos e torneios.

- Para aprender todos estes termos, só mesmo convivendo e praticando o crossfit. Descobrirá com o dia dia, cada movimento, nome e wod. E assim, o atleta vai evoluir e conhecer mais sobre o esporte - afirmou o treinador.

 
No box de crossfit, os atletas em ação para mais um wod, ou desafio do dia (Foto: Getty Images)

No box de crossfit, os atletas em ação para mais um wod, ou desafio do dia (Foto: Getty Images)

 

Confira alguns termos, exercícios e siglas do crossfit:

 

Box - Em inglês significa "caixa". É o apelido carinhoso para academia de crossfit, o local dos treinos.

WOD - É o desafio ou treino do dia. Tarefa selecionado pelo coach ou treinador para ser realizada no maior número de repetições ou no melhor tempo possível.

Warm Up - É o aquecimento ou início de uma aula de crossfit. Serve para aquecer a musculatura e movimentar as articulações envolvidas no WOD do dia.

 
Levantamento de peso olímpico, o LPO, é uma das modalidades do crossfit (Foto: iStock Getty Images)

Levantamento de peso olímpico, o LPO, é uma das modalidades do crossfit (Foto: iStock Getty Images)

 

AMRAP (As Many Reps As Possible) - É referente a quantos rounds ou repetições possíveis de uma sequência no tempo determinado do WOD.

EMOM (Every Minute On the Minute) - Nada mais é do que executar uma sequência de exercícios dentro do minuto e descansar no restante do tempo.

Rounds For Time (RFT) - Significa fazer um determinado número de rounds ou séries no menor tempo possível.

 
Sequências, repetições, rounds... Tudo isso faz parte do wod (Foto: Getty Images)

Sequências, repetições, rounds... Tudo isso faz parte do wod (Foto: Getty Images)

 

Burpee - É o salto com flexão no chão. Inicia-se de pé, faz o agachamento com os braços esticados à frente, seguido de uma extensão de pernas até à posição de prancha. Depois, faz uma flexão de braços, retorna para o agachamento e depois à posição de pé, com os braços em extensão.

LPO - É o levantamento de peso olímpico, uma das modalidades esportivas presentes no crossfit e que também faz parte do quadro olímpico.

 
Kettlebell pode ser usado em diferentes exercícios no crossfit (Foto: Getty Images)

Kettlebell pode ser usado em diferentes exercícios no crossfit (Foto: Getty Images)

 

Kettlebell - é um equipamento utilizado para exercícios musculares e que está presente no crossfit em vários exercícios. Trata-se de uma bola de ferro fundido com uma alça.

No Rep - É a chamada repetição não válida, quando o atleta não executa de forma completa ou correta o movimento determinado.

 

 

fonte: http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/treinos/noticia/box-wod-lpo-kettlebell-entenda-definicoes-e-siglas-do-universo-crossfit.ghtml
Você sabe a diferença entre as dietas Low fat, Low carb e Cetogênica? Nutri explica

Você sabe a diferença entre as dietas Low fat, Low carb e Cetogênica? Nutri explica

Cristiane Perroni fala sobre como funciona cada tipo de dieta, quais os alimentos mais utilizados e quais os cuidados necessários ao adotar cada uma. Confira

 
Você sabe a diferença entre as dietas Low fat, Low carb e Cetogênica? Nutri explica

Por Cristiane Perroni, Rio de Janeiro

 

 

Você sabe a diferença entre dietas Low fatLow carb e Cetogênica? Entenda o que é cada uma abaixo:

 

 

Dieta "Low fat"

 

A dieta Low fat preconiza a redução de gorduras, é composta por 45 a 65% da energia vindo de carboidratos (maiores percentuais principalmente para atletas de endurance), 10 a 35% da energia a partir de proteínas e 20 a 35% de gorduras.

Quais os alimentos fontes de carboidratos? Frutas, mel, sucos de frutas, geleia, hortaliças A (verduras), hortaliças B (legumes), hortaliça C (batata, aipim, inhame), cereais (arroz, macarrão, milho, couscous, quinoa, aveia, triguilho, cevadinha), pães, torradas, biscoitos.

 
Dietas low fat são baseadas no consumo de carboidratos e redução de gorduras (Foto: iStock Photo)

Dietas low fat são baseadas no consumo de carboidratos e redução de gorduras (Foto: iStock Photo)

Para redução de peso, normalmente, utiliza-se redução de 30% do valor energético total.

 

Dieta "Low carb"

 

Dietas com baixo teor de carboidratos ou Low carb (LCD) são definidas como ingestão abaixo de 200g de carboidrato por dia, usualmente entre 50-150g por dia ou abaixo de 40% da energia fornecida por carboidratos.

Preconiza-se a redução da ingestão de carboidratos e aumento da proporção de proteína e gorduras. A proteína promoveria aumento do gasto energético, preservação da massa magra e maior saciedade. Esta “configuração de dieta” promoveria menor estímulo à secreção de insulina quando comparado a dietas tradicionais ou low fat. O objetivo é reduzir a secreção de insulina, aumentar a oxidação de gorduras - utilizar gorduras como fonte energética e preservar a massa magra corporal.

 
Nas dietas low carb,  há um aumento da proporção de proteína e gorduras (Foto: Getty Images)

Nas dietas low carb, há um aumento da proporção de proteína e gorduras (Foto: Getty Images)

Mas por que reduzir a secreção de insulina? A insulina é um hormônio anabólico (hormônio de “construção”- leva nutrientes para ser armazenado nos tecidos), secretado pelo pâncreas, principalmente após o consumo de carboidratos. Quanto maior o consumo de alimentos ricos em carboidratos, maior a quantidade de glicose na corrente sanguínea e maior a secreção de insulina para levar a glicose para as células e diminuindo a utilização de gordura como fonte energética no tecido adiposo. A insulina também estaria relacionada ao aumento da fome.

 

 

Dieta Cetogênica

 

A dieta cetogênica (KD ou VLCD) é um tipo de dieta Low carb, mas com maior redução de carboidratos, tendo máximo de 50g (usualmente em estudos utiliza-se 30g) ou 10% dos requerimentos energéticos provindo de carboidratos. As principais fontes de combustíveis são os ácidos graxos (cerca de 70% dos requerimentos energéticos através gorduras da dieta e tecido adiposo) e cetonas ou corpos cetônicos (cerca de 20% dos requerimentos energéticos através de gorduras e proteínas da dieta e do tecido adiposo).

No programa alimentar são usados alimentos ricos em gorduras como ovos, queijos, carnes, bacon, manteiga, azeite, óleo de coco, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, amendoim, macadâmia), leite coco, coco, abacate, farinha de castanha).

 
Ovos e bacon são liberados na dieta cetogênica (Foto: iStock Getty Images)

Ovos e bacon são liberados na dieta cetogênica (Foto: iStock Getty Images)

A dieta cetogênica é usada por profissionais também como estratégias temporárias, em determinada fase de um programa alimentar. Não é uma estratégia fácil de ser mantida, nem todo indivíduo se adapta ou tem indicação para uso. Uma grande questão é a monotonia alimentar e o desequilíbrio nutricional pela restrição de alguns grupos alimentares.

É fundamental adequar o consumo energético, de macronutrientes (carboidratos, lipídeos e proteínas) e micronutrientes (vitaminas e minerais) para a manutenção do desempenho esportivo. A baixa ingestão de energia pode resultar em fornecimento insuficiente de importantes nutrientes relacionados ao metabolismo energético, à reparação tecidual, ao sistema antioxidante e à resposta imunológica.

Para não afetar o desempenho físico estudos têm demonstrado que, além da importância da adequação energética, é preciso ajustar a ingestão de proteínas entre 1,2 a 1,7g/kg de peso (média 1,5g) para preservação da massa corporal magra.

A alimentação do brasileiro é muito rica em carboidratos associados a gorduras (frituras, cremes e molhos), o que contribui para o ganho de peso e não melhora o desempenho esportivo. Acredito que para melhor controle glicêmico, maior saciedade, menor estímulo à insulina e maior oxidação de gordura, além da prática esportiva regular, é preciso realmente reduzir esta alta proporção de carboidratos e aumentar a proporção das proteínas (animal magra ou vegetal) e gorduras “boas”.

Entretanto, são necessários mais estudos e por mais tempo para avaliar as melhores proporções dos macronutrientes (carboidratos, gorduras e proteínas), os efeitos das diversas dietas na perda de peso, na saúde e no desempenho esportivo.

Não existe a melhor dieta, a que mais emagrece ou a que mais aumenta o desempenho esportivo. A prescrição do programa alimentar deve ser elaborada de forma personalizada, de acordo com: objetivos, história clínica, história alimentar (preferências, aversões, intolerâncias e alergias), modalidade esportiva, fase ou tipo de treinamento. É preciso um programa alimentar que seja mantido, duradouro, sempre reavaliado e adaptado ao estilo de vida.

 

Referências bibliográficas:

1. AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, ACADEMY OF NUTRITION AND DIETETICS DIETITIANS OF CANADA. POSITION STATEMENT: Nutritrion and athletic performance. Journal of the American College of Sports Medicine. 2016.

2. PANZA, V.S. ET al. Consumo alimentar de atletas: reflexões sobre recomendações nutricionais, hábitos alimentares e métodos para avaliação do gasto e consumo energéticos. Rev Nutr. Campinas, v.20, n.6, p. 2007

3. PHINNEY, S.D. Ketogenic diets and physical performance. Nutrition and Metabolism, v.1, n.2. 2004

4. WESTMAN, E. et al. Low-carbohydrate nutrition and metabolism. Am J Clin Nutr, v.86, n.2, p.276-284, 2007.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 
Nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em obesidade e emagrecimento. Tem especialização em nutrição clínica pela UFF, especialização em nutrição esportiva pela Universidade Estácio de Sá e trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição (Foto: EuAtleta)

Nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em obesidade e emagrecimento. Tem especialização em nutrição clínica pela UFF, especialização em nutrição esportiva pela Universidade Estácio de Sá e trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição (Foto: EuAtleta)

Além da estética: saiba como o exercício depois dos 40 anos pode ser prazeroso

Além da estética: saiba como o exercício depois dos 40 anos pode ser prazeroso

Nesta fase da vida, a demanda de saúde e percepção sobre os processos de amadurecimento do corpo começam a ficar mais evidentes. Por isso, busque as atividades que gerem bem-estar

 
Além da estética: saiba como o exercício depois dos 40 anos pode ser prazeroso

Por Cristiano Parente, São Paulo

 

A busca por uma vida mais saudável, com menos doenças, mais aptidão e autonomia é um desejo quase unânime das pessoas. Com tanta informação sobre os benefícios de uma vida ativa, pensar em buscar esse caminho já passou pela cabeça de quase todas as pessoas. No final dos 30 e 40 anos, a maioria dos adultos passaram pelas questões estéticas demandadas pela sociedade nos anos de vida anteriores. Muitos já casaram, têm filhos e uma demanda profissional maior. A preocupação estética, grande motivadora na juventude para a prática de exercícios, claramente diminui. Ao mesmo tempo, a demanda de saúde e a percepção sobre os processos de amadurecimento do corpo começam a ficar mais evidentes.

Depois dos 40 anos, a busca deve ser pelo bem-estar e prazer em primeiro lugar (Foto: Eu Atleta | foto iStock Getty Images)

Sabemos, por exemplo, que nessa idade ocorrem 70% dos acidentes cardiovasculares da população, dado este que corrobora com essa percepção natural sobre a própria saúde já não ser mais a mesma. Entretanto, uma situação aparentemente curiosa chama a atenção: com todas essas mudanças, tanto na percepção da própria saúde quanto, efetivamente, nos indicadores clínicos, somadas às mudanças de prioridades pessoais de vida e à enorme quantidade de informação sobre a necessidade de uma prática de atividade física regular, tudo isso parece não ser suficiente para mover as pessoas na direção de uma vida realmente ativa.

Mas, então, o que está acontecendo? Qual a razão ou a origem desse fenômeno? O que faz com que as pessoas tendo tantos motivos para iniciarem não queiram ou não consigam começar e permanecer ativas? Esse tema muito me agrada, pois, como estudioso do comportamento humano relacionado ao exercício, consigo observar, entender e identificar diversos motivos para o fenômeno descrito. E não, não é apenas responsabilidade sua, que está nessa faixa dos 35 aos 50.

Em primeiro lugar, o problema começa na infância, quando as crianças são expostas ao exercício competitivo e esportivo como uma das únicas possibilidades. A escola confunde educação física com esporte e leva os conteúdos esportivos para a aula, colocando subliminarmente na cabeça das crianças a ideia de que movimentar-se para a saúde tem que estar ligada a algum jogo coletivo com bola, formando assim, pessoas avessas ao movimento, em suas outras diferentes formas ou expressões.

O segundo ponto muito importante é que os ambientes para a prática de atividade física, bem como os programas e produtos não são direcionados para os “não-fanáticos”. A maioria esmagadora dos ambientes que pensam em oferecer serviços, criam um único ambiente para iniciantes e avançados, onde os avançados dominam, não só na utilização do espaço, como também na pressão psicológica que “impõe” ao ambiente, pois como são frequentadores de alta utilização, acabam tendo resultados e conseguindo corpos que os “não-fanáticos” dificilmente conseguirão alcançar com uma frequência, intensidade de treino e disponibilidade menores de ações complementares, como, por exemplo, grandes mudanças alimentares. Logo, não é o ambiente ideal.

Dessa forma, temos um cenário claro, onde uma grande quantidade de pessoas - que ultrapassa os 90% - se identifica com essa falta de espaço e de opções de mercado para solucionar essa demanda e nicho. Diante desse cenário, é preciso observar um fenômeno interessante na prática de atividades físicas.

 Nos clubes e estúdios de atividades físicas, encontramos um grande número de praticantes do estilo “não-fanáticos”, alguns que um dia já praticaram um esporte, que gostam de praticar mas que não gostam da atividade nos moldes citados acima, e preferem um ambiente onde a questão estética não seja medida ou observada. São pessoas que procuram praticar algo que lhes proporcionem prazer.

Nesses clubes e estúdios, também é possível encontrar pessoas que querem fazer atividade regular, já sabendo ou percebendo que precisam mais para a saúde do que para a estética ou qualquer outra coisa. E com essa intenção, procuram locais menores, com menos gente “sarada” ou menos exposição, para terem sua rotina sendo exercida com mais conforto emocional. Esses tipos têm, em média, mais de 35 anos, outro grau de maturidade e outra demanda social, profissional, familiar, etc., bem como outra demanda fisiológica e emocional.

 

"Há opções além do ambiente da academia. Veja qual combina mais com seu perfil. O importante é ser ativo de maneira consistente, regular e definitiva. Somente depois desse passo qualquer outro objetivo pode ser pensado."

 

 

Exercitar-se com mais tranquilidade, para obter melhoras de saúde realmente palpáveis e consistentes para um processo de desenvolvimento com mais qualidade de vida. Então, para você que está nessa faixa etária, que se identificou com os cenários e que sabe que é importante se movimentar para sua saúde, já tem alguns indícios de caminhos mais fáceis e viáveis para começar a sair do sedentarismo.

Você que gostava de jogar futebol ou vôlei nas escolas, saiba que os clubes têm quadras e pessoas, também da sua idade e que igualmente não estão na melhor forma estética possível, mas que praticam algum jogo entre amigos (as), com prazer e diversão. Nesses locais, também há a possibilidade de praticar aulas de tênis de maneira individual ou aprender uma habilidade desde o começo e aos poucos evoluir, enquanto mantém o corpo ativo e saudável.

Agora, se você não curte esportes ou modalidades, os espaços menores, como estúdios, que são micro academias, capazes de ter uma preocupação maior com seu bem-estar e com o atendimento do que com resultados ultra estéticos são uma opção muito interessante. Nesse tipo de local, existem diversos modelos, com atividades diferentes, onde você vai se exercitar e se distrair em um momento dedicado para você, no seu dia, para que cuide da saúde e ainda possa bater um papo interessante e sair da rotina.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

 
Cristiano Parente é professor e coach de educação física, eleito em 2014 o melhor personal trainer do mundo em concurso internacional promovido pela Life Fitness. É CEO da Koatch Academia e do World Top Trainers Certification, primeira certificação mundial para a atividade de educador físico (Foto: Eu Atleta | Arte | fotos: arquivo pessoal)

Cristiano Parente é professor e coach de educação física, eleito em 2014 o melhor personal trainer do mundo em concurso internacional promovido pela Life Fitness. É CEO da Koatch Academia e do World Top Trainers Certification, primeira certificação mundial para a atividade de educador físico (Foto: Eu Atleta | Arte | fotos: arquivo pessoal)

Terapia de reposição hormonal com testosterona: quebrando mitos

Terapia de reposição hormonal com testosterona: quebrando mitos

Próximo ao Dia Nacional do Homem, médico explica como funciona, para quê, por que e quem deve fazer a reposição, que precisa sempre ser indicada por um médico após uma série de exames

 
Terapia de reposição hormonal com testosterona: quebrando mitos

 

Em comemoração ao Dia Nacional do Homem, que acontece no dia 15 deste mês, trago um assunto importante e de interesse público: a . É um fato indiscutível que o uso de produtos e prescrições com testosterona cresceram substancialmente na última década. Esse aumento gerou a preocupação na comunidade médica de que medicamentos com testosterona estariam sendo utilizados indevidamente por indivíduos sem deficiência hormonal comprovada, o que infelizmente acontece.

Em contraste, o Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos EUA responsável pelo controle dos medicamentos, mostrou que menos de 5% dos homens com diagnóstico de hipogonadismo ou deficiencia androgênica relacionada ao envelhecimento (DAEM) estariam sendo tratados. Ou seja, houve um aumento no uso indevido da testosterona, mas, ao mesmo tempo, indivíduos deficientes que realmente poderiam se beneficiar da reposição acabaram por não realizá-la ou não recebê-la. Mas por que isso está acontecendo?

 

Qual a prevalência da deficiência de testosterona?

A deficiência de testosterona é comum nos homens chegando a 20% dos com mais de 50 anos, com uma incidência de 12 novos casos a cada 1000 indivíduos a cada ano. Alguns estão mais sujeitos ao desenvolvimento da deficiência de testosterona como homens com síndrome metabólica, diabetes 2 e obesos.

Quais as funções da testosterona no nosso organismo?

A testosterona é um hormônio sexual responsável por estimular produção de espermatozóides, favorece a densidade óssea, atua na distribuição de gordura, aumenta força e massa muscular, estimula os pelos faciais e corporais, estimula a produção dos glóbulos vermelhos e aumenta a libido.

Quais são os sintomas da deficiência de testosterona?

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia a Metabologia (SBEM) os sintomas da deficiência de testosterona incluem: o declínio do interesse sexual; dificuldade de ereção; falta de concentração e capacidade intelectual; perda de pelos; ganho de peso à custa de gordura; diminuição de massa e força muscular; irritabilidade e insônia; entre outros. Os sintomas não são específicos e podem ocorrer em outras condições, que não a deficiência de testosterona.

Como é feita a reposição com testosterona?

A reposição com testosterona deve ser feita apenas com indicação médica em casos de sintomas e deficiência laboratorial comprovada de testosterona (deve-se realizar mais de uma dosagem no sangue para confirmar o diagnóstico). Ela é comummente realizada na forma em gel transdérmico, apesar da administração via injetável ser também utilizada.

Qual o objetivo da reposição com testosterona?

O objetivo da reposição de testosterona é aliviar os sinais e sintomas do hipogonadismo com melhora da função e desejo sexual, aumento da disposição, sensação de bem-estar, aumento da vitalidade, aumento da massa muscular, diminuição da cintura abdominal, diminuição da gordura corporal, aumento da densidade mineral óssea.

 

Reposição de testosterona traz benefícios para a composição corporal?

A testosterona não é apenas importante na regulação da função reprodutiva, mas também é um determinante importante da composição corporal nos homens. Apesar de não ser uma indicação para a terapia de reposição ensaios clínicos randomizados mostram que o tratamento com testosterona é capaz de reduzir a massa gorda e aumentar a massa magra. Em estudos observacionais, o tratamento de testosterona a longo prazo também foi associado a uma redução no peso corporal. Os mecanismos pelos quais a testosterona promove a perda de gordura podem incluir efeitos sobre a diferenciação e função de adipócitos (células que acumulam gordura). Recentemente o estudo randomizado de Fui et al publicado no Jornal of the Endocrine Society sugeriu que a testosterona pode inibir diretamente a produção de leptina no tecido adiposo. Isto é consistente com os relatos de que o tratamento com testosterona suprime o RNA mensageiro da leptina e a secreção de leptina do tecido adiposo humano.

 

Quais as contraindicações e riscos para a terapia com testosterona?

As principais contraindicações da reposição são o câncer de mama ou de próstata ativos. Em alguns casos a terapia deve ser evitada como, por exemplo, em portadores de apneia do sono grave (um transtorno do sono potencialmente grave) e na insuficiência cardíaca congestiva descompansada. A terapia também tem seus riscos, principalmente quando realizadas sem indicação médica ou para fins estéticos como: infertilidade, ginecomastia (aumento dos seios), aumento do hematócrito (aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneo e embolia pulmonar). Esses riscos são potencializados quando indivíduos utilizam de forma indevida altas dosagens de testosterona e esteróides anabolizantes para ganho de massa muscular, o que é infelizmente cada vez mais comum em nosso meio.

Eu devo falar com o meu médico sobre a terapia com testosterona?

Se você quer saber mais sobre a terapia com testosterona, converse com seu médico endocrinologista. Ele irá lhe informar sobre os riscos e os benefícios. Será necessário uma consulta médica, exame físico completo e uma avaliação dos seus níveis de testosterona pelo menos duas vezes antes de discutir se a terapia de testosterona é uma opção para você. Seu médico também deverá sugerir, se for o caso, maneiras naturais de aumentar a testosterona, como perder peso e aumentar a massa muscular através do exercício físico de resistência.

 

Referências:

1) Mark Ng Tang Fui, Rudolf Hoermann, Mathis Grossmann; Effect of Testosterone Treatment on Adipokines and Gut Hormones in Obese Men on a Hypocaloric Diet. J. Endocr. Soc. 2017; 1 (4): 302-312. doi: 10.1210/js.2017-00062

2) Fundamental Concepts Regarding Testosterone Deficiency and Treatment: International Expert Consensus Resolutions Abraham Morgentaler, MD; Michael Zitzmann, MD. Mayo Clin Proc. n July 2016;91(7):881-896 n http://dx.doi.org/10.1016/j.mayocp.2016.04.007

3) Thomas G et al. Harmonized Reference Ranges for Circulating Testosterone Levels in Men of Four Cohort Studies in the United States and Europe. J Clin Endocrinol Metab (2017) 102 (4): 1161-1173.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 
Médico membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM (Foto: EU ATLETA)

Médico membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM (Foto: EU ATLETA)

Reduz colesterol, sacia e evita doenças: a importância do consumo de fibras

Reduz colesterol, sacia e evita doenças: a importância do consumo de fibras

Nutricionista explica quais alimentos possuem maior quantidade de fibras, como consumi-los e enumera os benefícios para a manutenção da saúde

 
Reduz colesterol, sacia e evita doenças: a importância do consumo de fibras

 

A fibra alimentar ou fibra dietética é resistente à ação das enzimas digestivas, não sendo absorvida, constituída por polímeros de carboidratos e ligninas: polissacarídeos não amido (pectina, celulose, hemicelulose, gomas e mucilagens), oligossacarídeos (frutanos – inulina e frutoligossacarídeo), amido resistente, maltodextrinas resistentes, lignina, compostos associados à fibra alimentar (compostos fenólicos, proteína de parede celular, oxalatos, fitatos, ceras, cutina e suberina) e fibras de origem animal (quitina, quitosana, colágeno e condroitina). As fibras também podem ser obtidas por meio de suplementos, por exemplo, de fibras solúveis como o psyllium, inulina e gomas. Recomendação: 14g de fibras/1000 kcal ingeridas. Cerca de 25 - 30g de fibras diariamente.

 

São classificadas em:

- Fibras solúveis: são dissolvidas em água, formando géis viscosos. Não são digeridas no intestino delgado e são facilmente fermentadas no intestino grosso.

Exemplos: pectina, gomas, inulina e algumas hemiceluloses.

Fibras insolúveis: não são solúveis em água, não formando géis, e sua fermentação é limitada.

Exemplos: lignina, celulose e algumas hemiceluloses. A maioria dos alimentos que contêm fibras é constituída de um terço de fibras solúveis e dois terços de insolúveis.

OBS: a maioria dos alimentos que contêm fibras é constituída de um terço de fibras solúveis e dois terços de insolúveis.

 

Exemplo de alimentos ricos em fibras: frutas, verduras, legumes, cereais integrais, farelos, leguminosas.

O consumo adequado de fibras está associado a: redução do colesterol sanguíneo - aumento da excreção fecal de colesterol e ácidos biliares; melhor controle glicêmico - redução da velocidade de absorção de carboidratos; aumento do bolo fecal; regularização do funcionamento intestinal; maior saciedade contribuindo para controle da ingestão alimentar; e menores níveis de proteína C reativa (marcador inflamatório).

Indivíduos com maior consumo de fibras apresentam menor risco para desenvolver doenças cardiovasculares (ex: acidente cascular encefálico), hipertensão, diabetes tipo 2, câncer de cólon e obesidade.

 

Dicas:

- Ingerir diariamente pelo menos 5 porções de frutas, verduras e legumes;

- Dê preferência a alimentos integrais aos refinados;

- Acrescente leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico) ao seu programa alimentar;

- Para aumentar as fibras nas suas receitas acrescente aveia, farelo de trigo, linhaça, chia, biomassa de banana verde, quinoa;

- Atenção à ingestão de líquidos: 35 a 40ml de água/kg de peso/dia.

 

Bibliografia:

*BERNAUD, F S R e RODRIGUES, T C. Fibra alimentar - Ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arq Bras Endocrinol Metab. 2013; 57/6.

*MELLO, V D; LAAKSONEN, D E..Fibras na dieta: tendências atuais e benefícios à saúde na síndrome metabólica e no diabetes melito tipo 2. Arq Bras Endocrinol Metab vol.53 no.5 São Paulo July 2009.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 
Nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em obesidade e emagrecimento. Tem especialização em nutrição clínica pela UFF, especialização em nutrição esportiva pela Universidade Estácio de Sá e trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição (Foto: EuAtleta)

Nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em obesidade e emagrecimento. Tem especialização em nutrição clínica pela UFF, especialização em nutrição esportiva pela Universidade Estácio de Sá e trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição (Foto: EuAtleta)

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COMENTÁRIO
O que ingerir durante o treino para ganhar força, resistência e fôlego

O que ingerir durante o treino para ganhar força, resistência e fôlego

O programa alimentar de um atleta amador deve ser elaborado levando em conta as necessidades fisiológicas decorrente da prática esportiva ou exercício, explica nutricionista

 
O que ingerir durante o treino para ganhar força, resistência e fôlego

 

O programa alimentar de um atleta amador deve ser elaborado levando em conta as necessidades fisiológicas decorrente da prática esportiva. Dentro de uma mesma modalidade, como na corrida, por exemplo, temos necessidades energéticas e nutricionais diferentes dependendo da duração do treino, volume (distância percorrida) e da intensidade.

Treinos longos de corrida: utilizamos o sistema aeróbico, tendo como fonte de energia carboidratos, glicose e gordura. Desta forma, há indicação de suplementação durante o treino de carboidratos. Por exemplo: gel, jujuba, fruta e bebida esportiva.

Treinos de tiros, intermitentes, rápidos e de alta intensidade: utilizam o sistema ATP-CP ou glicolítico anaeróbico. Ocorre redução da quantidade do glicogênio muscular, pois usamos a glicose como único combustível. Como são atividades de alta intensidade e curta duração, deve-se utilizar carboidratos antes do treino. Por isso, não devemos treinar em jejum. Como é um trabalho muito intenso, normalmente, não são toleradas grandes quantidades de alimentos. Sendo mais fácil ,por exemplo, ingerir banana com mel e aveia ou sanduíche de queijo magro com geleia.

 

Durante a prática esportiva, a demanda de energia vem principalmente de carboidratos, independente da modalidade, seja corrida, ciclismo, spining, natação ou treinamento de força. O consumo apropriado de carboidrato é fundamental para a otimização dos estoques iniciais de glicogênio muscular, a manutenção dos níveis de glicose sanguínea durante o exercício e a adequada reposição das reservas de glicogênio na fase de recuperação. Além disso, a ingestão de carboidrato pode atenuar as alterações negativas no sistema imune devido ao exercício.

Os carboidratos estão disponíveis para o organismo através da dieta: sua falta leva à fadiga. O esgotamento ocorre em exercícios prolongados e de alta intensidade e está associado com baixos estoques de glicogênio, hipoglicemia e desidratação. Afinal, os estoques de carboidratos são limitados e precisam ser repostos através da alimentação.

 

É importante a observação de alguns pontos que devem ser levados em consideração para a prescrição de suplementos nutricionais, como a demanda energética do exercício e esporte, as recomendações de macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios), o estado nutricional do indivíduo e a composição corporal e objetivos do treino.

 

Atletas amadores podem ter a indicação do uso de suplementos?

Podem, mas a base sempre será o alimento. Os suplementos devem ser utilizados como coadjuvantes à dieta, para complementar as necessidades nutricionais que não conseguem ser atingidas, para utilizar determinado nutriente isolado (carboidratos, proteínas e aminoácidos, facilitar a reposição dos nutrientes e acelerar a recuperação muscular. É uma boa estratégia na busca pela melhora da performance. Entretanto, cada suplemento tem uma indicação da modalidade, fase de treinamento, dose e tempo de utilização.

 

Diferentes tipos de exercícios:

 

Aeróbicos: é importante o uso de carboidratos principalmente em atividades de endurance (uma a quatro horas) e ultraendurance (acima de quatro horas):

 

  • São nutrientes básicos para fornecimento de energia (glicogênio muscular, glicogênio hepático e glicose sanguínea).
  • Poupar a utilização de proteínas como fonte de energia.
  • Manter as reservas de glicogênio muscular e hepático.
  • A reposição durante o treino mantém o atleta mais tempo praticando o exercício, níveis adequados de glicose sanguínea e previne e retarda a fadiga muscular e a fadiga central.
  • Atua na manutenção do sistema imunológico.
  • Suas reservas são limitadas, sendo esgotadas entre 60 a 90 minutos dependendo da intensidade do exercício, reduzindo o desempenho esportivo.

 

Durante o treino

  

  • Estudos demonstram que a utilização de carboidratos durante o treino, em atividades acima de uma hora de duração, permite prolongar a permanência no exercício, fornecem energia para o músculo e aumentam a glicemia.
  • Durante o exercício, é uma excelente estratégia utilizar carboidratos de moderado a alto índice glicêmico, de rápida absorção elevando os níveis de glicose. Mesclar diferentes tipos de carboidratos (alto\médio\baixo) é interessante por utilizarem diferentes transportadores para serem absorvidos no organismo. Isto é muito comum nos géis de carboidratos ou bebidas esportivas que misturam glicose, maltodextrina e frutose, por exemplo.
  • Em atividades com duração acima de uma hora recomenda-se 30 a 60g de carboidratos por hora.

 

Musculação: em uma sessão de exercício há aumento de síntese proteica no músculo e em menor grau degradação de proteína muscular. Este balanço permanece negativo até que haja ingestão proteica. Para ter hipertrofia muscular é preciso à ingestão dos alimentos. A janela da oportunidade não se limita em horas após o treino, ela também inclui as horas de recuperação no sono.

 

Recomendações nutricionais aos atletas

  

  1. Consumir proteínas (20 a 25g) o suficiente em cada refeição principal.
  2. Coingerir um pouco de proteína antes e durante exercício prolongado.
  3. Ingerir de 20 a 25g de proteína imediatamente após exercício.
  4. Consumir proteína antes de dormir.

 

Estudos recentes mostram que a ingestão de proteínas antes e/ou durante o exercício já estimulam a síntese de proteína muscular antes que a sessão seja concluída. Portanto, a ingestão de proteínas antes e/ou durante treinos prolongados podem inibir a quebra da proteína muscular, estimular a síntese de proteína muscular e acentuar ainda mais a resposta adaptativa do músculo esquelético aos exercícios.

 

Aplicações práticas

 

  • Consumir proteína após o exercício para maximizar a síntese proteica e promover a adaptação.
  • As formas líquidas da proteína são melhores por causa da digestão rápida.
  • Proteínas rapidamente digeridas funcionam melhor com isolados proteicos, sendo que a proteína do soro do leite, proteínas do leite ou da soja parecem ser as mais eficientes.
  • Por causa de sua concentração de leucina, a proteína do soro do leite representa, considerando um grama como base, a melhor fonte de proteína para estimular nova síntese de proteína muscular.
  • Consumir proteínas durante o dia todo em intervalos regulares para maximizar a resposta anabólica (20 a 25g por refeição).
  • Quantidades excessivas de proteína não são voltadas necessariamente para desempenho; no entanto, a ingestão proteica na faixa de 1,2 a 1,6g proteína/kg/dia seria adequada e mais que necessária para a maioria dos atletas, mesmo durante treinos pesados.

 

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 
Nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em obesidade e emagrecimento. Tem especialização em nutrição clínica pela UFF, especialização em nutrição esportiva pela Universidade Estácio de Sá e trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição (Foto: EuAtleta)

Nutricionista formada pela UFRJ e pós-graduada em obesidade e emagrecimento. Tem especialização em nutrição clínica pela UFF, especialização em nutrição esportiva pela Universidade Estácio de Sá e trabalha com consultoria e assessoria na área de nutrição (Foto: EuAtleta)

 

 
Substituir gordura saturada por carboidratos refinados não é uma boa

Substituir gordura saturada por carboidratos refinados não é uma boa

Médico diz que o estímulo a dietas com baixo consumo de gorduras aumentou a ingestão de carboidratos refinados, causando desequilíbrio metabólico e sobrepeso. Confira

 
Substituir gordura saturada por carboidratos refinados não é uma boa

Recentemente a American Hearth Association (AHA) publicou uma revisão sobre a relação entre o consumo de diversos tipos de gordura com as doenças cardiovasculares. Os resultados foram amplamente divulgados pela mídia com foco apenas na relação entre a gordura saturada e o aumento no risco cardiovascular. No entanto, a revisão contempla análises muito mais robustas em relação ao consumo de gorduras poli-insaturadas, monoinsaturadas e, especialmente, os carboidratos.

 

O estímulo a dietas com baixa ingestão de gorduras favoreceram nos últimos anos um maior consumo dos carboidratos refinados. O padrão alimentar da maioria dos brasileiros, caracterizado pelo elevado consumo de alimentos refinados ricos em açúcar, contribui para um desequilíbrio metabólico e o aparecimento do sobrepeso, da obesidade e provoca inflamação sistêmica de baixo grau, segundo revisão da Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma revisão sistemática de Hooper et al, publicada na Cochrane em 2015, mostra que substituir gorduras saturadas por carboidratos refinados não traz benefícios para redução do risco cardiovascular. Outro estudo mostra que a substituição de gorduras saturadas por açúcares refinados ou alimentos com açúcares adicionados não foi significativamente associado à alteração do risco cardiovascular, como mostra Li Y et al, publicado no jornal da American College of Cardiology.

 

No entanto, uma dieta rica em carboidratos complexos pode ser extremamente benéfica para a saúde, como, por exemplo, na alimentação vegetariana ou do mediterrâneo, onde o maior consumo de fibras está relacionado com uma diminuição de 9% no risco cardiovascular, como mostra estudo de Li Y et al, publicado no jornal da American College of Cardiology em 2015. Outro estudo, o PRECIMED, que acompanhou pacientes por 8 anos mostrou que o consumo de verduras e frutas foi significativamente associados com um menor risco de mortalidade.

 

Como o consumo excessivo de carboidratos leva ao aumento do risco cardiovascular?

Os estudos de Sarwar et al, publicado em 2010 no Lancet, e o estudo de Kolovou et al, publicado em 2013 no Curr Opin Cardiol, mostram que a elevação dos triglicerídeos é um importante fator de risco cardiovascular. Stanhope et al observa que dietas ricas em carboidratos podem levar a níveis mais altos de triglicerídeos em jejum como um resultado da acumulação hepática de VLDL e quilomicrons remanescentes. Outro detalhe importante é a relação entre a carga glicêmica feita em uma refeição e os níveis pós-prandiais de triglicerídeos. O estudo publicado no JAMA em 2007 demonstrou que o aumento dos níveis de triglicerídeos pós-prandial é, possivelmente, um preditor independentemente de doença cardiovascular do que os triglicerídeos em jejum. Nesse contexto, um estudo brasileiro de Coelho et al, publicado recentemente no Arch Endocrinol Metab, avaliou que o consumo de uma bebida rica em açúcar durante uma refeição (suco de laranja) foi capaz de prolongar a elevação dos triglicerídeos até 5h após a refeição em mulheres com sobrepeso quando comparado com mulheres não obesas.

Esses achados são relacionados com outros estudos que evidenciam claramente a relação entre a extensão da hipertrigliceridemia pós-prandial e um risco relativo de eventos cardiovasculares. Devo então diminuir gordura saturada e retirar carboidratos da minha alimentação? Modificações alimentares devem ser encorajadas em indivíduos que tenham as suas necessidades nutricionais avaliadas por um profissional da área da nutrição. A avaliação do nutricionista em conjunto com o médico pode trazer uma programação individualizada e completa de acordo com as necessidades metabólicas do indivíduo. Em uma era onde há sempre um “terrorismo nutricional” difundido pela mídia e dietas da moda é importante lembrar que uma alimentação equilibrada, contemplando todos os macronutrientes (proteínas, gorduras e carboidratos), não trará malefícios para ninguém. Exceto se você possuir uma doença ou uma condição específica, sendo assim necessário o acompanhamento médico especializado. Tenha sempre supervisão do seu médico e nutricionista.

 

Referências:

1. Kolovou G, Ooi TC. Postprandial lipaemia and vascular disease. Curr Opin Cardiol. 2013;28(4):446-51.

2. Sarwar N, Sandhu MS, Ricketts SL, Butterworth AS, Di Angelantonio E, Boekholdt SM, et al. Triglyceride-mediated pathways and coronary disease: collaborative analysis of 101 studies. Lancet. 2010;375(9726):1634-9.

3. Stanhope KL, Schwarz JM, Keim NL, Griffen SC, Bremer AA, Graham JL, et al. Consuming fructose-sweetened, not glucosesweetened, beverages increases visceral adiposity and lipids and decreases insulin sensitivity in overweight/obese humans. J Clin Invest. 2009;119(5):1322-34.

4. Nordestgaard BG, Benn M, Schnohr P, Tybjaerg-Hansen A. Nonfasting triglycerides and risk of myocardial infarction, ischemic heart disease, and death in men and women. JAMA. 2007;298(3):299-308.

5. Goldberg IJ, Eckel RH, McPherson R. Triglycerides and heart disease: still a hypothesis? Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2011;31(8):1716-25.

6. Freiberg JJ, Tybjaerg-Hansen A, Jensen JS, Nordestgaard BG. Nonfasting triglycerides and risk of ischemic stroke in the general population. JAMA. 2008;300(18):2142-52.

7. Coelho et al. Orange juice with a high-fat meal prolongs postprandial lipemia in apparently healthy overweight/obese women. Arch Endocrinol Metab. 2017;61(3):263-8.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 
Médico membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM (Foto: EU ATLETA)

Médico membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM (Foto: EU ATLETA)

Especial: drinks de café sem álcool

 

Especial: drinks de café sem álcool

Aprenda receitas de bebidas com café que vão muito além do expresso e do coado

21/06/2017| POR GIOVANA MARADEI FOTOS: GIULIANO AGNELLI

Café é aquele tipo de bebida que ou você ama ou você odeia. Mais do que isso, os que gostam sabem exatamente como gostam - se fraco ou forte, coado ou expresso. Já os que não gostam, raramente toleram até mesmo um pinguinho da bebida na sobremesa. 


Mesmo sabendo de tudo isso, Casa Vogue aproveitou a chegada do inverno para ousar e, com a ajuda do chefe de bar Leonardo Massoni, do Trabuca Bar, em São Paulo, encontrou 5 receitas de drinks quentes, sem alcool, mas com bastante café! 

 
NERO GIALLO 
Especial: drinks  de café sem álcool   (Foto: Divulgação)

Ingredientes

Chá verde com especiarias
1 semente de cumaru
4 bagas de zimbro
2 bagas de cardamom
1gr de canela em pau
2 gr de folhas de chá verde
1 colher de açúcar
100 ml de água quente (pré fervura)

Mocktail
40 ml de café forte coado (sem açúcar)
20 ml de sumo de greapefruit
100 ml do chá verde com especiarias

Mode de preparo

Chá verde com especiarias
- Amasse os ingredientes juntos
- Adicione a água quente
- Deixe repousar por 2 a 5 minutos
- Filtre o conteúdo

Mocktail
- Adicione todos os ingredientes em um recipente com alça
- Passe o conteúdo de um recipiente para outro até a mistura ficar homogênea
- Sirva no copo de sua preferencia
* Se quiser, use uma parte da casca do greapefruit para espremer e liberar seus óleos sobre a bebida

JULIA MOMOSE'S SIMPLE COFFEE
Especial: drinks  de café sem álcool   (Foto: Divulgação)

Ingredientes

Xarope de mel
1 Parte de Mel de flor de Laranjeira
1 Parte de  Melaço de Cana
1/4 de água filtrada

Mocktail
1 café expresso
20 ml de sumo de Limão Siciliano
15 ml de Xarope de Mel
40 ml de Água tônica

Mode de preparo

Xarope de mel
- Aqueça a água
- Adicione a mistura de mels- 
- Mexa até ficar homogêneo

Mocktail
- Adicione em um recipiente com alças o café expresso, o sumo de Limão Siciliano e o Xarope de Mel
- Passe o conteúdo de um recipiente com alças para outro até a mistura ficar homogenea 
- Coloque a mistura no copo escolhido pata servir 
- Adicione a água tônica e, se quiser, use uma parte comprida da casca do limão siciliano para espremer seus óleos sobre a bebida
- Para finalizar posicione a casca na borda do copo

TART COCONUTT COFFEE
Especial: drinks  de café sem álcool   (Foto: Divulgação)

Ingredientes

30 mls de leite de coco
2 gotas de essência de baunilha
1 café expresso curto

Modo de preparo

- Adicione a um recipiente com alça o leite de coco, a baunilha e o café
- Passe o conteúdo de um recipiente para outro até a mistura ficar homogenea
- Passe para o copo que irá servir
- Sirva com um biscoito de coco e/ou baunilha 

 

TEM FRUTA NO MEU CAFÉ!
Especial: drinks  de café sem álcool   (Foto: Divulgação)

Ingredientes

Suco de cranberry com Abacaxi
4 pedaços de abacaxi
60 mls de suco de cranberry sem açúcar

Xarope de açúcar
1 parte de açúcar (orgânico de preferência)
1/2 parte de água filtrada

Mocktail
60 ml de suco de cranberry com Abacaxi
15 ml de Xarope de açúcar
60 ml de café coado forte

Modo de fazer

Suco de cranberry com Abacaxi
- Amasse os 4 pedaços de abacaxi em 60 mls de suco de cranberry sem açúcar
- Deixe descansar por 10 minutos
- Coe o resultado

Xarope de açúcar
- Aqueça a água
- Adicione o açúcar e mexa até ficar homogêneo

Mocktail
- Adicione o suco de cranberry,o xarope de açúcar e o café coado a um recipiente com alças
-Passe o conteúdo de um recipiente com alças para outro até a mistura ficar homogenea
- Sirva no copo que preferir 
*Se quiser, use o abacaxi e cranberry secos para enfeitar

 

FONTE: http://casavogue.globo.com/LazerCultura/Comida-bebida/Receita/noticia/2017/06/especial-drinks-de-cafe-sem-alcool.html